Pular para o conteúdo principal

Falar sobre o Amor...

Falar sobre o Amor apenas nos deixa distantes dele...
Dizer o que é o Amor só nos faz desconhecê-lo...
Há quem ame a definição de Amor mas não as pessoas, pois não cabem na definição...
Amar é algo bom que acontece com os outros, comigo acontece Paixão.
         
           Não me preocupo com o Amor. Talvez ele já tenha acontecido na minha vida, talvez ele já tenha ido embora, talvez eu o viva neste momento... Como quem ama se sente bem, devo estar amando e sendo amado... é a lógica, não é? Mas se não estou com ninguém, como é que se explica tanto Amor? Jogos de palavras, apenas isso, é o que são... E tem gente que perde tempo acreditando em seus próprios discursos. É como sempre digo: a perfeição existe. É só me dar parâmetros que eu digo se é perfeito ou não. O Amor existe, mas é como disco voador... Muitas testemunhas, poucas provas e muita imaginação. Mas não se preocupe, se você é daqueles que acredita, existem pessoas que foram até mesmo abduzidas... por que não?!
         Não é que eu não creia no Amor, é que prefiro a realidade. Amar é melhor, é uma ação que prescinde de explicação, é um estado alterado por natureza, esquivo e escorregadio...
       Quando alguém me diz “eu te amo”, imediatamente eu lhe pergunto se me conhece. Se me conhecer profundamente há uma chance de que seja verdade. Se me conhecer superficialmente, que é o mais comum, com certeza ama a sua própria descrição do amor, que evidentemente não sou eu.
         Quando alguém me diz “estou apaixonado por você” eu espero estar também.
       A paixão para mim é um estado vantajoso em relação ao Amor, pois ninguém tenta explicar o que é paixão, todos sabem... Até reações orgânicas ela tem, por isso é algo mais concreto.
       Do amor, até hoje, conheci o amor de mãe e o de amigos. O outro amor deve ser igual, apenas inclui sexo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A fumaça me persegue!!

A fumaça me persegue! Há pouco mais de um ano me mudei de Moema para o Bom Retiro. Devia ter feito isso a mais tempo, pois naquele bairro sofria com problemas respiratórios constantes. A culpa? Fumaça. Fumaça de fornos à lenha espalhados indiscriminadamente no bairro, e que não estavam lá 9 anos atrás. Eu tinha fortes crises de tosse e a sinusite era minha melhor amiga, às vezes tinha de sair de casa para ir ao shopping, pois lá tem ar condicionado.. Cansado e resolvido a encontrar um ar melhor acabei no Bom Retiro, não sem antes frequentar o bairro quase um ano. Sim o ar era bem melhor do que de Moema. No entanto, as coisas foram mudando por aqui. Primeiro os bares   - aqui tem um em cada esquina – começaram um a um a colocarem uma churrasqueirinha na porta. E claro, devido ao sucesso essas maquininhas de fazer fumaça passaram a ser usadas de manhã e no fim da tarde. Também passou a ocorrer um cheiro constante de lenha queimada, ou de “queimada” mesmo; não consigo identi...

"Desconforto", meu novo livro

  Em “Desconforto”, Luiz Vadico apresenta uma coleção de contos em um mundo onde o espírito natalino é visto de modo sombrio e macabro. Enquanto alguns contos transportam o leitor para uma versão distorcida das festas de fim de ano, em que as tradições são subvertidas e o medo espreita em cada esquina, outros mergulham nos horrores da vida cotidiana, destacando questões sociais urgentes como o desemprego, a sexualidade e o preconceito. A fim de tirar o leitor da zona de conforto, a narrativa realista do autor captura a essência do sofrimento humano e a luta pela sobrevivência em um mundo impiedoso. à venda em todas as livrarias físicas e online O lançamento ocorreu no dia primeiro de dezembro de 2024, na Livraria Drumond no Conjunto Nacional. No coquetel foram recebidos leitores e pessoas amigas, um momento muito especial que em breve se repetirá. No Google Books têm uma "palhinha" para quem desejar ver! Em ebook e impresso! https://books.google.com.br/books/about/Desconforto...

Aquelas pessoas da sala de jantar...

          (...)                   Enquanto isso, numa fazendola há muito esquecida por Deus, um grande grupo de ovelhas brancas cantava em coro:                “Levava uma vida sossegada...Foi quando meu pai me disse: filha, você é a ovelha negra da famíliaaaa”                     Um pastor que as ouvia aturdido, sem nada compreender, perguntou para o outro pastor que também ali estava: “Por que elas cantam tristes assim?! Elas nem são negras...”                - Morreu Rita Lee! - respondeu secamente o outro.                O pastor ficou um pouco em silêncio, enquanto o coro aumentava, ele saiu dali cantarolando baixinho:                   “O doce...