Pular para o conteúdo principal

Me Cuide

Me cuide, toma conta de mim...
Me cuide em silêncio...
Me deixa descansar no seu colo e não me pergunte nada...
Me cuide pelas esquinas da casa
E mesmo que eu me desfaça em lágrimas...
Apenas me abrace...
Não fale das minhas virtudes... elas me pesam
E nem dos meus defeitos...eu os conheço...
Não me importune comigo mesmo...
Eu não quero ser o assunto...
Seja minha sombra, minha árvore, meu alicerce...
As palavras me cansam e exaurem...
Não diga que me ama, apenas cuide de mim...
Deixa que teus olhos me contem tudo...
Que tuas mãos fiquem perdidas entre as minhas...
Ouça o meu silêncio
Que o teu será para mim uma sinfonia
Cheia de significados...
Não precisa falar da tua força,
Apenas seja forte...
Deixa tuas coisas pela casa...
Para que elas me cuidem na tua ausência...
Me cuide...
Porque sou uma rosa cheia de espinhos...
Me rega com carinho, afasta de mim as pragas...
Não me pode...
E eu prometo ser o que sou...

Comentários

Anônimo disse…
Lindo... Lindo... Lindo... Parabens.
adorei, ...diferente da maioria das suas coisas que eu já li, nao que eu nao goste da forma dura que vc trata os sentimentos angustiantes da humanida...pelo contrario...rsrs

grande ABRAÇO.

bom... no google eu te acho, mais no MSN nunca mais o vi.
nao suma

Josemir Gomes
Mary Flower disse…
Corajoso, no mínimo.
Gostei, te convido a me visitar no blog ypohikete.blogspot.com

saudações
Rosário
Flavio Vicente disse…
É disso que eu falo: a sua capacidade de transbordar as semânticas dos sentimentos mais ocultos, de forma tão óbvia!!!!
Parabéns! Vc é um dos poucos...
Abraço
Unknown disse…
Maravilhoso tão leve e ao mesmo tempo muito caloroso!!!

Postagens mais visitadas deste blog

A fumaça me persegue!!

A fumaça me persegue! Há pouco mais de um ano me mudei de Moema para o Bom Retiro. Devia ter feito isso a mais tempo, pois naquele bairro sofria com problemas respiratórios constantes. A culpa? Fumaça. Fumaça de fornos à lenha espalhados indiscriminadamente no bairro, e que não estavam lá 9 anos atrás. Eu tinha fortes crises de tosse e a sinusite era minha melhor amiga, às vezes tinha de sair de casa para ir ao shopping, pois lá tem ar condicionado.. Cansado e resolvido a encontrar um ar melhor acabei no Bom Retiro, não sem antes frequentar o bairro quase um ano. Sim o ar era bem melhor do que de Moema. No entanto, as coisas foram mudando por aqui. Primeiro os bares   - aqui tem um em cada esquina – começaram um a um a colocarem uma churrasqueirinha na porta. E claro, devido ao sucesso essas maquininhas de fazer fumaça passaram a ser usadas de manhã e no fim da tarde. Também passou a ocorrer um cheiro constante de lenha queimada, ou de “queimada” mesmo; não consigo identi...

"Desconforto", meu novo livro

  Em “Desconforto”, Luiz Vadico apresenta uma coleção de contos em um mundo onde o espírito natalino é visto de modo sombrio e macabro. Enquanto alguns contos transportam o leitor para uma versão distorcida das festas de fim de ano, em que as tradições são subvertidas e o medo espreita em cada esquina, outros mergulham nos horrores da vida cotidiana, destacando questões sociais urgentes como o desemprego, a sexualidade e o preconceito. A fim de tirar o leitor da zona de conforto, a narrativa realista do autor captura a essência do sofrimento humano e a luta pela sobrevivência em um mundo impiedoso. à venda em todas as livrarias físicas e online O lançamento ocorreu no dia primeiro de dezembro de 2024, na Livraria Drumond no Conjunto Nacional. No coquetel foram recebidos leitores e pessoas amigas, um momento muito especial que em breve se repetirá. No Google Books têm uma "palhinha" para quem desejar ver! Em ebook e impresso! https://books.google.com.br/books/about/Desconforto...

Aquelas pessoas da sala de jantar...

          (...)                   Enquanto isso, numa fazendola há muito esquecida por Deus, um grande grupo de ovelhas brancas cantava em coro:                “Levava uma vida sossegada...Foi quando meu pai me disse: filha, você é a ovelha negra da famíliaaaa”                     Um pastor que as ouvia aturdido, sem nada compreender, perguntou para o outro pastor que também ali estava: “Por que elas cantam tristes assim?! Elas nem são negras...”                - Morreu Rita Lee! - respondeu secamente o outro.                O pastor ficou um pouco em silêncio, enquanto o coro aumentava, ele saiu dali cantarolando baixinho:                   “O doce...